Opa! Eis que Bruna reaparece! Confesso, estava com saudades de postar. Mas como estava em uma fase um pouco conturbada, dei um tempo. Mas hoje tem postagem nova, babies.
A postagem de hoje é com o Tunes of Grey. Sei que já existem outras postagens com a banda, mas o assunto, óbvio, é outro. Já tinha esta entrevista, com o César, há muito tempo, mas achei melhor esperar para jogar aqui. Pois bem, chega de "bláblá" e vamos ao ponto. Espero que curtam. Yeah. Vida longa ao Conexão!
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César fala...
Como surgiu a banda Tunes of Grey?
No início de tudo, eu e Romero (Ex-vocalista), tínhamos amigos em comum, que nos levaram a trocar idéias sobre uma possível banda cover de Iced Earth, que é a banda que mais nos influenciou, mas com um pouco mais de conversa vimos que além de Iced Earth nós gostávamos muito de Sentenced, Poisonblack, H.I.M, Charon, To Die For e inúmeras outras bandas com estilo denominado "Finnish Metal". Daí optamos por seguir essa linha, primeiramente como cover exclusivo de Sentenced, mas com o tempo outros covers foram agregados além das músicas próprias.
A estrutura da banda era simples. Eu e Romero éramos a "base" de tudo; tínhamos que escolher quem ia tocar; quais covers tocar. As músicas próprias começaram a fluir com a entrada de Denis Magalhães (baixo). Ele cresceu conosco e mesmo com tão pouca idade, já tocava absurdamente bem e compunha músicas que ninguém poderia imaginar. Definitivamente, um garoto prodígio. Era assim que o chamávamos.
Antigamente a banda como qualquer outra que está começando, era bastante seca e imatura. Todos estavam aprendendo a dominar ainda os instrumentos; tínhamos dificuldades com algumas coisas, mas com o tempo tudo isso foi melhorando. O estilo em si mudou bastante, era muito mais gótico e foi se tornando mais agressivo com a entrada de novos integrantes e com o surgimento de novas influências musicais para cada um. Mas a idéia é não perder completamente essa raiz gótica, nas letras ela ainda existe.
O que mais era composto? Quais eram as influências maiores?
As influências maiores sem dúvidas eram o Sentenced e o H.I.M, pois Romero era um grande fã e o vocal dele era mais parecido com o do Ville Valo. Acabou que isso entrou nas nossas composições de maneira natural. Com o passar do tempo, alguns integrantes que fizeram parte trouxeram consigo influências como Evergrey, através de Douglas Helmer, ótimo baterista que fez parte da banda; Denis Magalhães fã de Opeth e várias outras bandas bem alternativas; Humberto Boldt, tecladista que fez parte da banda por um grande tempo e acabou de deixar a banda por motivos de trabalho e estudos, era um grande fã de Type O Negative e Anathema. Além de vários outros como Leonardo Laruccia, Francis Lima, Helder Lessa e Tarzan.
Naquela época havia um desejo que hoje em dia a banda já não mais possui?
Acho que o desejo é o mesmo, conseguir algum lugar nessa cena complicada que temos tanto aqui no estado, como no Brasil. Aqui no estado existem excelentes bandas, como Evictus, Petite Mort, Sonata Soturna, Wolfshade, Shotgun Corporation e várias outras que são pouco valorizadas por vários motivos, e como eu sempre estive presente desde o começo da banda, acredito que ainda tenho esperança, senão não estaria segurando as pontas até hoje. Só eu continuo desde a formação inicial. É bastante complicado manter 6 pessoas dedicadas a isso; sempre aparece alguma força maior que leva a pessoa a sair da banda.
Você acredita que as mudanças de integrantes prejudicaram a banda em algum aspecto?
As mudanças de integrante atrapalham muito, perde - se muito tempo pra preencher novamente a vaga, pois é difícil achar, por exemplo, algum tecladista por aqui; guitarristas existem milhares com milhares de bandas já, mas baterista, por exemplo, eu sempre tive sorte, e com contatos bons, conseguia suprir essa falta. Mas vocalista, por exemplo, foi complicado. Quando Romero saiu, eu achei que a banda não ia continuar devido à dificuldade de encontrar alguém que cante essas músicas; acabou que conheci JP, e a banda foi se adaptando a ele, e ele principalmente, adaptou – se à banda.
Fale um pouco sobre primeira demo da banda. (Cabe falar aqui também, como são adquiridas pelo público);
A primeira demo da banda se chama Fading to Grey, ela foi gravada em 2006 no MG Estúdio (Murilo Godoy), que nos ajudou bastante em algumas composições. Fizemos cerca de 200 demos apenas e vendemos todas; acho que até a minha eu vendi ( hauhahuaua ). No myspace da banda dá para ouvir 3 músicas (Live Forever, Die To Live e Fire in My Veins). Atualmente, ainda tocamos essas músicas, além de My Ending Justifies my Path, porém com modificações no vocal; acrescentamos vocais guturais que deram mais peso às músicas.
Então o JP entrou na banda. O que você percebe enquanto mudança?
Com a entrada de JP na banda, certamente o estilo ficou mais agressivo, pois sempre foi uma vontade minha e de Tiago por vocais guturais em algumas de nossas composições, que ficaram guardadas por muito tempo. Tiago ouve bastante Killswitch Engage e Arch Enemy, e além dessas bandas, somos fãs de Moonspell e Dark Tranquility, que acabaram sendo cruciais na definição do novo estilo da banda, meio rotulado como Death/Gothic Metal.
Quais são os planos do Tunes neste momento?
A ideia agora é gravar o nosso debut. No final do ano vamos entrar em estúdio. No momento estamos compondo novas músicas com o novo estilo da banda e atualizando algumas músicas antigas, e é claro, vamos tentar manter a nova formação da banda até lá.
Como será a cara da nova demo?
Como eu disse anteriormente, mais voltada pro Death Metal Melódico ou Dark Metal, e letras falando do lado ‘’obscuro’’ da vida, como vingança, morte, falta de esperança, desespero, ultra romantismo, etc. Cada integrante da banda está ajudando muito nesse processo de composição, temos músicas que o baterista fez o riff de guitarra inicial e todo processo da música em si, então as músicas terão mais a cara da banda como um todo, não é apenas um cara compondo, são 6 juntos, se algo não está bom devido a uma pessoa não gostar, devemos trabalhar para modificar isso, então com certeza as novas músicas terão várias influências.
Você acredita que hoje em dia o Tunes encontra-se mais preparada para dar um passo maior?
Com certeza. Crescemos muito musicalmente falando, e a cada nova mudança no line-up da banda, percebemos como há um amadurecimento que não era visto anteriormente, pois a banda sente a falta do integrante e deve se adaptar à entrada do novo, então todo o processo muda e com isso ganhamos mais entrosamento e chances de chegar ao lugar que almejamos.
Eu sei, ficou grande. Mas isso realmente importa? :p
Ah...
César, obrigada. Muito mesmo. Você sempre dá aquela força para o blog. Foi um prazer postar sobre uma banda que gosto!
A vocês, meus queridos, uma ótima noite de quinta.
Vejo vocês em breve!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Quem é vivo, sempre, sempre, aparece!!
Fico feliz em saber que algumas, poucas, mas enfim, pessoas, gostam do blog e perguntam por ele. É claro que, um blog não é uma força própria, depende da vontade e do desejo de quem se dispõe a escrever. Dar a cara a tapa.
O Conexão começou por uma aula. Nunca tinha feito nada do tipo. Mas com o tempo, descobri que gostava tanto. Mas nada é de graça. Eu tive e ainda tenho certas dificuldades para manter este blog. Uma gama de fatores, queridos. Já pensei uma cem vezes em desistir. Ainda não sei o que farei. Mas, para esta semana, ou para a próxima, tenho duas entrevistas para postar.
Independente do que farei, devo estas entrevistas ao blog e a mim mesma. Será uma alegria para mim taisl entrevistas.
Chega de conversa. Só postei isso aqui para deixá-los cientes do porque sumo.
No mais, obrigada aqueles que me apóiam e, acima de tudo, apóiam ao Conexão.
Vejo vocês em breve, babies.
O Conexão começou por uma aula. Nunca tinha feito nada do tipo. Mas com o tempo, descobri que gostava tanto. Mas nada é de graça. Eu tive e ainda tenho certas dificuldades para manter este blog. Uma gama de fatores, queridos. Já pensei uma cem vezes em desistir. Ainda não sei o que farei. Mas, para esta semana, ou para a próxima, tenho duas entrevistas para postar.
Independente do que farei, devo estas entrevistas ao blog e a mim mesma. Será uma alegria para mim taisl entrevistas.
Chega de conversa. Só postei isso aqui para deixá-los cientes do porque sumo.
No mais, obrigada aqueles que me apóiam e, acima de tudo, apóiam ao Conexão.
Vejo vocês em breve, babies.
domingo, 16 de agosto de 2009
" The Let's"
Não. Ainda não tive a oportunidade de ver a banda onde meu querido Takashi ( japinha guitarrista) toca. Só tive uma vaga noção do som da The Let's por causa do Myspace, fora isso, neca.
Sendo assim, acho mais do que justo, talvez, apresentá-la. Não sei se conseguirei atingir a meta. Mas, sempre há a minha humilde tentativa :D
Quem responde pela banda é o Marcelo Pratti ou o Kaneta, guitarrista e fundador da banda.
** Como começou...
Depois que a Lette, nossa vocalista, saiu de outra banda em 2008, ela se juntou conosco para que fosse desenvolvido um trabalho com o nível mais elevado.
** Por que um vocal feminino?
Por que não? Além de não ser muito comum, acabou soando muito bem a mistura de Classic Rock, Rock and Roll e Hard Rock com uma voz feminina.
** Por que a escolha por este estilo musical?
Gostos pessoais. Particularmente, classifico o estilo como Rock and Roll, o que acaba permitindo que as composições flutuem por uma área bem vasta de possibilidades.
** A vocalista sofre algum tipo de discriminação?
Não que eu saiba. Mas talvez bandas femininas não tenham muito espaço. Mas isso é problema da nossa província (Vitória).
** Sobre demos...
Depois de um ano de trabalho firmando o pé no chão e vendo para que caminhos a banda andaria, vamos começar o trabalho de gravação de demos. Chegamos a gravar alguma coisa em casa de brincadeira, mas o trabalho mais sério vai rolar em breve.
** Quem costuma compor?
Acho que quem tem mais coisas prontas sou eu, pois já tinha costume de escrever algumas coisas, mas também tem composições da Lette e da Sandri. O Xavier tem dado umas idéias e o Takashi tem trabalhado nisso também. A idéia é que todos possam se expressar e também participar do processo na finalização das canções.
** Do que as letras falam?
Sobre rock, atitude, coragem; reflexões sobre a vida mesmo.
** Em que a banda busca inspiração?
Geralmente, para composição a idéia surge de alguma coisa quea gente passou um tempo refletindo. Às vezes um filme que assistimos, um livro que lemos, uma cena que presenciamos no dia; muita coisa que nos faça pensar pode virar uma canção.
** Quanto às influências...
Falar de influência musical é uma coisa muito complicada. Todo psicólogo é um pouco influenciado por Freud, além por um bocado de outras pessoas importantes. É muito fácil um músico ser influenciado por um monte de gente bacana e importante na história da música. Na nossa banda você vai ter gente influenciada por Gustav Mahler até Spice Girls. É sério.
** Planos para o futuro...
Planos pra hoje. O futuro é só um conceito.
** Qual o desejo maior da banda?
Que curtam nossa música.
*****
E aí, interessaram-se? Então vou disponibilizar alguns links para que vocês possam saber mais sobre a banda.
Site oficial Myspace Comu no Orkut
Bem, a postagem de hoje foi uma "rapidinha". Mas espero que vocês tenham curtido ^^
uma boa tarde, babies.
Abraços.
Sendo assim, acho mais do que justo, talvez, apresentá-la. Não sei se conseguirei atingir a meta. Mas, sempre há a minha humilde tentativa :D
Quem responde pela banda é o Marcelo Pratti ou o Kaneta, guitarrista e fundador da banda.
** Como começou...
Depois que a Lette, nossa vocalista, saiu de outra banda em 2008, ela se juntou conosco para que fosse desenvolvido um trabalho com o nível mais elevado.
** Por que um vocal feminino?
Por que não? Além de não ser muito comum, acabou soando muito bem a mistura de Classic Rock, Rock and Roll e Hard Rock com uma voz feminina.
** Por que a escolha por este estilo musical?
Gostos pessoais. Particularmente, classifico o estilo como Rock and Roll, o que acaba permitindo que as composições flutuem por uma área bem vasta de possibilidades.
** A vocalista sofre algum tipo de discriminação?
Não que eu saiba. Mas talvez bandas femininas não tenham muito espaço. Mas isso é problema da nossa província (Vitória).
** Sobre demos...
Depois de um ano de trabalho firmando o pé no chão e vendo para que caminhos a banda andaria, vamos começar o trabalho de gravação de demos. Chegamos a gravar alguma coisa em casa de brincadeira, mas o trabalho mais sério vai rolar em breve.
** Quem costuma compor?
Acho que quem tem mais coisas prontas sou eu, pois já tinha costume de escrever algumas coisas, mas também tem composições da Lette e da Sandri. O Xavier tem dado umas idéias e o Takashi tem trabalhado nisso também. A idéia é que todos possam se expressar e também participar do processo na finalização das canções.
Foto: Arquivo pessoal
** Do que as letras falam?
Sobre rock, atitude, coragem; reflexões sobre a vida mesmo.
** Em que a banda busca inspiração?
Geralmente, para composição a idéia surge de alguma coisa quea gente passou um tempo refletindo. Às vezes um filme que assistimos, um livro que lemos, uma cena que presenciamos no dia; muita coisa que nos faça pensar pode virar uma canção.
** Quanto às influências...
Falar de influência musical é uma coisa muito complicada. Todo psicólogo é um pouco influenciado por Freud, além por um bocado de outras pessoas importantes. É muito fácil um músico ser influenciado por um monte de gente bacana e importante na história da música. Na nossa banda você vai ter gente influenciada por Gustav Mahler até Spice Girls. É sério.
** Planos para o futuro...
Planos pra hoje. O futuro é só um conceito.
** Qual o desejo maior da banda?
Que curtam nossa música.
*****
E aí, interessaram-se? Então vou disponibilizar alguns links para que vocês possam saber mais sobre a banda.
Site oficial Myspace Comu no Orkut
Bem, a postagem de hoje foi uma "rapidinha". Mas espero que vocês tenham curtido ^^
uma boa tarde, babies.
Abraços.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Voltamos dos comerciais!
Depois de um longo comercial, o Conexão retorna, ahsudhasudhas!
Bem, hoje eu postarei mais eventos. Muitos aqui já devem estar carecas de saber sobre tais rock's, mas, mesmo assim, eu vou colocar e ponto. Afinal, eu sou uma que apóia, certo?!



Ah, não posso deixar de colocar, também, o nosso querido Yard Of Rock \m/
ROTTEN FETUS (Splatter Gore Grind)
EXYLIUM (Death Metal)
TUNES OF GREY (Death Gothic Metal)
MYSTERY (Death Thrash Metal)
METAL UP YOUR ASS (Interpretando álbum do Metallica Kill'Em All)
213 (Cover Slayer)
Dia: 15 de Agosto
Horário: 21:00hs
Valor: R$ 10,00
Local: Jacaraípe (próximo ao EPA)
Classificação 16 anos com identidade.
Pois é, nem vem reclamar. Tem gosto para muitos, né não?!
Abraços, galera!
Bem, hoje eu postarei mais eventos. Muitos aqui já devem estar carecas de saber sobre tais rock's, mas, mesmo assim, eu vou colocar e ponto. Afinal, eu sou uma que apóia, certo?!



Ah, não posso deixar de colocar, também, o nosso querido Yard Of Rock \m/
YARD OF ROCK 15 DE AGOSTO
ROTTEN FETUS (Splatter Gore Grind)
EXYLIUM (Death Metal)
TUNES OF GREY (Death Gothic Metal)
MYSTERY (Death Thrash Metal)
METAL UP YOUR ASS (Interpretando álbum do Metallica Kill'Em All)
213 (Cover Slayer)
Dia: 15 de Agosto
Horário: 21:00hs
Valor: R$ 10,00
Local: Jacaraípe (próximo ao EPA)
Classificação 16 anos com identidade.
Pois é, nem vem reclamar. Tem gosto para muitos, né não?!
Abraços, galera!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Não morri não, heim!
Babies, eu não morri, nem o blog acabou!
Eu apenas estou planejando algumas coisas...
espero que elas dêem certo.
Logo eu estarei de volta ^^
Abraços.
Eu apenas estou planejando algumas coisas...
espero que elas dêem certo.
Logo eu estarei de volta ^^
Abraços.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Curta e grossa!
sábado, 25 de julho de 2009
Fabrício Hoffmann - Final
"Para mim música é música.Música não tem cor; não tem raça."
É nesta vertente de pensamento que Fabrício se firma. Música para ele é muito mais do que meros rótulos e imposições. É, não só a profissão dele, mas um aprendizado constante.
>>>>
Há cerca de dois anos tomei uma decisão difícil para mim; resolvi encarar todas as dificuldades e me tornar de fato um músico profissional. Viver de música no Espírito Santo. A primeira batalha foi ao fazer a matrícula na universidade; saber que minhas aulas seriam à tarde e consequentemente eu deveria largar o emprego numa loja de instrumentos musicais. Contando com o apoio da família encarei, e logo depois veio um convite que mudaria muita coisa em minha vida musical. Fui convidado para acompanhar uma dupla sertaneja.
Quase que no mesmo tempo, um velho amigo me convidou para integrar uma banda de Blues, que estava sem guitarrista. Não pensei duas vezes, aceitei os dois convites. Nessa época estava tocando em 5 bandas e fazendo freelances em bandas de baile.
Hoje eu estou fixo com Zé Roberto e Banda, e com o BadGuysBlues, que é a minha válvula de escape. É a banda que eu posso mostrar tudo que sei; solar do jeito que eu gosto, no tempo que eu quiser.
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Fabrício, agora, entra em uma questão que é bem o ponto-chave de muitas discusssões. O cenário underground no nosso estado.
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Eu comecei a desanimar do underground no dia em que fecharam o Entre Amigos 2.Eu estive no show de despedida e tive uma tristeza profunda e a certeza de que jamais haveria outro lugar daquele por aqui. Na medida que fui tendo uma visão mais profissional da música foi diminuindo o espaço na minha cabeça de música por diversão, apenas. Hoje em dia, eu toco o que me dá uma rentabilidade e uma condição de sobrevivência, o que eu acho praticamente impossível no underground do nosso estado, salvo algumas exceções. Se você me perguntasse se eu queria ganhar a vida tocando só Blues ou só Thrash Metal, a resposta seria: sem dúvida!
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Mas, para o nosso entrevistado, as coisas não fucionam muito bem...
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Falta um público fiel que defenda a cena; bandas nós temos, pessoas interessadas em promover eventos nós temos, mas o público do estado não é totalmente comprometido com a consolidação da cena aqui. Pagam 30 reais pra ver bandas de fora e tem dó de pagar 5 ou 7 pra ver as daqui. Os bares e locais onde tocam as bandas deveriam pagar um cachê a todas; dar uma cara mais profissional, recompensar as bandas mas cobrar responsabilidades.
Acho que falta senso de profissionalismo, mesmo que nem todos vivam disso, mas encarar como coisa séria; assim talvez o público poderia entrar no clima e fazer sua parte, pois só há investimento onde há retorno, e o underground hoje em dia não dá retorno para quase ninguem, a não ser pra alguns donos de bares.
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Você acha que a cena no estado está regredindo?
Não, acho que está estagnado desde quando eu conheço. Não há uma perspectiva de crescimento; é tudo muito amador; diversão.
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Gostaria de agradecer ao meu amigo, Fabrício, pela sua paciência e suas palavras!
Espero que, possa ser tirado daqui, alguma discussão saudável.
Um abraço a todos.
E, obrigada a todos aqueles que, de alguma forma, estão apoiando o blog ^^
Um beijo.
É nesta vertente de pensamento que Fabrício se firma. Música para ele é muito mais do que meros rótulos e imposições. É, não só a profissão dele, mas um aprendizado constante.
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Há cerca de dois anos tomei uma decisão difícil para mim; resolvi encarar todas as dificuldades e me tornar de fato um músico profissional. Viver de música no Espírito Santo. A primeira batalha foi ao fazer a matrícula na universidade; saber que minhas aulas seriam à tarde e consequentemente eu deveria largar o emprego numa loja de instrumentos musicais. Contando com o apoio da família encarei, e logo depois veio um convite que mudaria muita coisa em minha vida musical. Fui convidado para acompanhar uma dupla sertaneja.
Quase que no mesmo tempo, um velho amigo me convidou para integrar uma banda de Blues, que estava sem guitarrista. Não pensei duas vezes, aceitei os dois convites. Nessa época estava tocando em 5 bandas e fazendo freelances em bandas de baile.
Hoje eu estou fixo com Zé Roberto e Banda, e com o BadGuysBlues, que é a minha válvula de escape. É a banda que eu posso mostrar tudo que sei; solar do jeito que eu gosto, no tempo que eu quiser.
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Fabrício, agora, entra em uma questão que é bem o ponto-chave de muitas discusssões. O cenário underground no nosso estado.
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Eu comecei a desanimar do underground no dia em que fecharam o Entre Amigos 2.Eu estive no show de despedida e tive uma tristeza profunda e a certeza de que jamais haveria outro lugar daquele por aqui. Na medida que fui tendo uma visão mais profissional da música foi diminuindo o espaço na minha cabeça de música por diversão, apenas. Hoje em dia, eu toco o que me dá uma rentabilidade e uma condição de sobrevivência, o que eu acho praticamente impossível no underground do nosso estado, salvo algumas exceções. Se você me perguntasse se eu queria ganhar a vida tocando só Blues ou só Thrash Metal, a resposta seria: sem dúvida!
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Mas, para o nosso entrevistado, as coisas não fucionam muito bem...
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Falta um público fiel que defenda a cena; bandas nós temos, pessoas interessadas em promover eventos nós temos, mas o público do estado não é totalmente comprometido com a consolidação da cena aqui. Pagam 30 reais pra ver bandas de fora e tem dó de pagar 5 ou 7 pra ver as daqui. Os bares e locais onde tocam as bandas deveriam pagar um cachê a todas; dar uma cara mais profissional, recompensar as bandas mas cobrar responsabilidades.
Acho que falta senso de profissionalismo, mesmo que nem todos vivam disso, mas encarar como coisa séria; assim talvez o público poderia entrar no clima e fazer sua parte, pois só há investimento onde há retorno, e o underground hoje em dia não dá retorno para quase ninguem, a não ser pra alguns donos de bares.
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Você acha que a cena no estado está regredindo?
Não, acho que está estagnado desde quando eu conheço. Não há uma perspectiva de crescimento; é tudo muito amador; diversão.
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Gostaria de agradecer ao meu amigo, Fabrício, pela sua paciência e suas palavras!
Espero que, possa ser tirado daqui, alguma discussão saudável.
Um abraço a todos.
E, obrigada a todos aqueles que, de alguma forma, estão apoiando o blog ^^
Um beijo.
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